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Cultura - Musica
10/04/2006 17:00 Versión para imprimir
"PATCHE DI RIMA: A NOVA REVELAÇÃO DA MUSICA GUINEENSE"
É guineense, é jovem, canta bem e é dono do qualquer palco onde actua. Faz parte também da nova geração dos artistas africanos a residir em Portugal. Na sua estreia discográfica, surpreendeu o mundo com o "Genial Amor".

O álbum é sensacional graças aos produtores Tino MC, Nortom Batista e à edição de Sons D'Africa. Conheça Apatche Liga Có ou simplesmente "Patche di Rima".

Afrowave: Olá patche…seja bem-vindo à rádio afrowave!
Patche di Rima: Olá...obrigado pela oportunidade.
Afrowave: "Patche di Rima" faz parte da nova geração dos músicos guineenses espalhados pelo mundo. Como classifica a tua música?

Patche di Rima: moderna
Afrowave: Moderna em que sentido?
Patche di Rima: Em termos de cântico e da produção, mas sobretudo em termos da influência musical devido à internacionalização musical.

Afrowave: Falando disso, nota-se uma variedade de estilos no álbum "genial amor" (o teu primeiro trabalho solo). Diga-se que há sobretudo predominância de zouk. A que se deve este facto?

Patche di Rima: Relativamente à esta questão, zouk é o estilo do momento. Pare se ter
a "saída" na comunidade africana e neste mercado, alguém tem que obrigatoriamente
fazer o zouk.

Afrowave: Isto leva-me a perguntar-te como surgiste na arena musical?

Patche di Rima: Tudo começou em 2000. Houve um festival da música rap na altura sob o lema "Guiné na lanta" (Guiné erguer-se-á) organizado por um grupo cultural "Vatos Locos e GNT". Essa era uma das poucas chances que a malta da nova geração tinha para mostrar os seus talentos. Acontece que eu fazia parte dessa organização o que afastava a possibilidade de me participar. Mas, acontece que durante o intervalo, fui-me dado à possibilidade de fazer uma animação. Foi ali que tudo começou. Essa ocasião deu-me a força e o incentivo de ser músico. Falando disso, não me posso esquecer de Cícero Espencer Gomes. Ele foi determinante no início da minha carreira.

Afrowave: Como surgiu a ideia de lançar o teu primeiro álbum e com que apoios contou?

Patche di Rima: Como se diz, "todo o jogador joga para marcar golos." Na mesma lógica, o maior sonho de um cantor é lançar o seu 1º CD. A ideia foi aquando da minha participação no "Mix cabo verde 2," na qual saí muito bem. Gostei imenso e fui incentivado pelos amigos. Mais tarde, o Tino MC apresentou-me a Zé e logo depois, lançamos as mãos à obra. Quanto aos apoios, muitos deles vieram do meu produtor Tino MC e da minha editora na pessoa de Zé Orlando, assim como de Miller, Zizi, Indira e Márius G.

Afrowave: Nota-se uma cadência de boas batidas de zouk e zouk love no teu álbum, assim como nas faixas de gumbé. Quais sãos as tuas influências musicais?
Patche di Rima: A ideia era para fazer só zouk love, mas acontece que tenho uma obrigação de me identificar como guineense. Foi por esta razão que fiz algumas faixas de gumbé para expandir e realçar a cultura da minha terra. E quanto às influências, honestamente falando, não senti nenhum; fiz tudo por questão do patriotismo.

Afrowave: Muito bem. Mas deves ter algum artista que te tem impressionado ao longo da tua vida .... quem é ou quem são?
Patche di Rima: Michael Jackson, o Rei do pop!

Afrowave: E em termos de zouk e gumbé?
Patche di Rima: Ninguém. Foram apenas por curiosidades que fiz tudo o que estou fazendo agora (risos).

Afrowave: Como decorreu a produção do teu CD? Nota-se uma boa qualidade em termos da produção musical, arranjos, etc...
Patche di Rima: Tudo decorreu de uma forma fantástica graças a deus e ao Tino MC e Juvandes (um técnico espectacular). Estes e tantos outros deram-me muita força o que acabou tornando este sonho possível.

Afrowave: E como vai a promoção do CD…tens feito espectáculos e quais têm sido as reacções do público?
Patche di Rima: Tudo tem estado a seguir um bom caminho. A reacção do público tem sido sempre boa e os espectáculos têm corrido da melhor maneira. E vou aproveitar para dizer um obrigado ao pessoal da "lusoafrica" que tem feito e continua a fazer um trabalho magnífico para mim. Os meus agradecimentos à rádio Afrowave, às rádios da Guiné, à RDP-África, na pessoa do Galiano e assim como à toda a Comunicação Social lusófona, aos DJ´s, etc. Para todos vos, um obrigado do fundo do meu coração.

Afrowave: Quais são os teus temas favoritos no álbum e porquê?
Patche di Rima: Gosto de todos. Para mim todos são favoritos (risos).

Afrowave: Já te consideras um artista de "renome" sobretudo nos países da África lusófona e em Portugal?
Patche di Rima: já se constata que as minhas músicas já estão a "bater" nas melhores discotecas e sobretudo na "Rádio-mãe, a RDP-África". Todos estes são indicadores de que algo de bom está acontecer na minha carreira não só em Portugal, mas também nos países lusófonos.

Afrowave: Muitos artistas novos (e porque são novos) não têm uma definição musical sólida --- em termos de estilos. No teu caso, vais continuar a expressar-se em vários estilos ou pretendes concentrar-se num específico tipo de música?

Patche di Rima: Estou a pensar gravar mais um CD da música africana com uma nova editora e 3 anos mais tarde, irei concentrar-me num estilo chamado dancehall. Tenho a impressão de que este será o meu estilo para o resto da minha vida.

Afrowave: Mas, o porquê de dancehall?
Patche di Rima: é que o zouk é limitado ao passo que dancehall abrange todo o mundo e todos os povos. É internacional!

Afrowave: Bem, isto é discutivel...mas produzir dancehall implica que terias que cantar noutras línguas e fazer promoções que possam atingir o mercado internacional. Patche tem ou terá estes meios?
Patche di Rima: É por isso que darei uma pausa de 3 anos para estudar melhor este estilo.

Afrowave: Falaste há pouco do teu sentido patriótico (tocando o gumbé)--o que será então de gumbé?
Patche di Rima: vou tentar fazer uma fusão dos instrumentos tradicionais no dancehall. Por exemplo, seria interessante a inclusão de kora e de xilofone no dancehall. Terei que estudar estas coisas.

Afrowave: Boa ideia! Pretendes ir à Guine para a promoção do teu álbum?
Patche di Rima: Já houve contactos nesse sentido e estamos a finalizar os detalhes. Assim que tudo estiver arranjado, deslocar-me-ei com toda a vontade.

Afrowave: E dá-me a impressão de que tens participado noutros projectos musicais?
Patche di Rima: Sim. Participei no "Paraíso de Gumbé" de Manecas Costa, na "Acredita" de Márius e no "Mix Caboverde 2" de Tino MC e em tantos outros projectos: Ice Du, MC Sadja, Sambala Kanuté, Mix Africa, Bernal e Mantabezza.

Afrowave: Para quando o teu próximo CD?
Patche di Rima: Novembro deste ano (2006) e será com a editora "Street-Cool Productions".

Afrowave: Patche, obrigado por nos conceder esta maravilhosa entrevista.
Patche di Rima: Obrigado à Afrowave pelo apoio apoio moral que me tem dado. O mesmo pode dizer-se em relação ao Atair, Taboeda, Lusoafrica, Tino MC, Marius G, Zé Orlando, Zizi, Indira, Marucas, Silvestre, Nene Bobo, Nunes, Liga Có, Augusto Nunes, Samuel Nunes, António Nunes, Vatos Locos, Cícero Espencer Gomes, Laurenso, Tchatchu, Tia Avelina, Bonafia, Mima, Mano Zito, Taborda, Tony Mendes e muitos outros incluindo os meus pais. A lista é grande! (risos).

Por: Umaro Djau

Fonte: www.afrowave.com

 

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